📸 Fotos com a Canon ou celular. Abra os posts ou veja a tag #fotografia pra saber mais sobre o processo criativo, equipamentos, etc ;)
E também no meu unsplash você pode baixar algumas fotos em alta resolução e usar como quiser, fechou?
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yago oproprio e catedrais
Bendito seja o trabalhador que tem a coragem de fazer arte. É com essa frase que Yago abre seus shows.
A sua obra traz uma introspecção que ressoa muito comigo. Recentemente descobri que ele é pisciano igual eu, aí eu pensei aaaaaa agora tudo faz sentido.
Eu descreveria como algum tipo de crônicas urbanas, então tem fragmentos de vida junto com reflexões e divagações. Traz um certo tom avuado, meio desconectado da realidade. Uma certa solidão urbana, um desencaixe talvez.

Foto minha num show do yago Esse post é apenas contemplativo. Vou aproveitar o nosso aparente hobby em comum - visitar catedrais - pra deixar algumas fotos e letras que eu gosto.
Ando no centro visitando catedrais
Ja nao acredito em jesus ou satanás
O tempo passa, quero provas mais cabais
Eu vou pregando a paz
Depende de quem faz1

O mosteiro de são bento no Rio de Janeiro, com construção iniciada em 1633 no período barroco, me traz entendimento acerca do poder e influência da igreja católica. Se hoje uma obra dessa magnitude é impressionante, imagine séculos atrás? Ali dentro não haveria quem pudesse contestar o poder de deus. O divino se manifestaria pela própria arquitetura e sanaria toda e qualquer dúvida.
Pergunte ao seu orixá
Amor só é bom se doer2

Tava no ponto de me sentir inseguro
Por não entender o jeito como as coisas são
Virando essas madrugadas nos absurdos
Por cima do muro, você me estendeu a mãoNega, sabe como é bom
Viver fora do tom, é
Novamente, cê vai ver que eu vou sorrir
Eu te mostrei meu coração, é
Que horas são? É
Tá muito cedo pra dizer que vou partir3

Mas se você me conquistar
Abro os caminhos pra gente tentar entender
E os meus segredos você pode desvendar
Que eu guardo num lugar que eu nunca sei falar
Nem sei dizer4
Sois mais que primaveras
Papoulas, flores belas
Efeito alucinógeno incomum, hum
Você invade as minhas artérias (não)
Torna as feridas belas
Me apresentando a visão do seu mundo5
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Tons de verde na fotografia
A amiga do blog vizinho levantou o assunto sobre A beleza dos verdes, algo que eu já estava programando pra falar. Achei muito legal saber sobre os verdes na pintura e vou aproveitar pra falar também sobre como essa cor é bem complicadinha na fotografia.
Arrisco dizer que o verde é justamente a cor que diferencia os mais iniciantes dos mais experientes. Aqui no Precisa mesmo editar fotos?, eu contei que o sensor da câmera possui diversas limitações e comete alguns equívocos. Um desses equívocos é justamente que os verdes puxam muito para o amarelo, gerando um verde que pode ser bem mais claro que a cena real.
Vamos botar a mão na massa e ver um exemplo com esse saguizinho simpático. Essa é a foto sem edição, de dezembro de 2025 num bosque. Pra mim foi bem difícil aprender a descrever cores, mas repare como esse verde é composto de muito amarelo:

A edição que fiz em dezembro/25 foi essa abaixo. Apenas recuperando os detalhes dos saguizinhos a partir do arquivo raw, e correções básicas de exposição e contraste. Ficou "ok", mas na época eu ainda não sabia tão bem dessa questão dos verdes.

Alguns meses depois, mais aprendido, dei um grau na cor tirando a saturação do amarelo e do verde:


O legal do Adobe Lightroom é que podemos mexer nas cores separadamente. Quando a gente é mais iniciante, a gente satura tudo e aí gera um efeito mais artificial. Aqui a coisa é mais sutil, você dá destaque ou tira das cores que fazem sentido.
Fica assim com amarelos e verdes dessaturados:

Está bom assim, mas pro meu gosto falta um contraste de cor. E aí entra a próxima etapa: color grading específico nos tons. Na fotografia, falamos sobre os tons como sombras, tons médios e realces. Uma das ferramentas criativas é adicionar cores em intervalos de tons específicos. Nesse caso, adicionei um pouco de roxo nas sombras:

A minha edição final hoje - antes que eu aprenda mais coisas e mude de novo - ficou assim, onde esse pequeno detalhe de roxo nas sombras termina de adicionar a profundidade de cor que eu queria. E repare que o roxo e o verde são cores complementares no círculo cromático, por isso que casam tão bem:

Dê uma olhada também no color wheel da adobe pra brincar com as combinações de cores no círculo cromático.
Num dia você fala ah vou comprar uma câmera, e no outro estou aqui escrevendo um textão sobre como os verdes das câmeras digitais têm muito amarelo e isso me deixa doido. O mundo dá muitas voltas, né? Mas color grading é uma profissão por si só, pra videografia e filmes vai ter um profissional só pra isso. E eu, do lado de cá, tentando aprender um pouco e ganhando ferramentas pra apreciar melhor as cores nos trabalhos das outras pessoas. Tem sido um processo muito agradável.
Vou deixar também uma outra foto que acho que tem uns verdes bonitos:

E pra fechar, mais fotos dos saguizinhos simpáticos:




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Do lado direito da rua direita (...)
(...) Olhando as vitrines coloridas eu a vi
Mas quando quis me aproximar de ti não tive tempo
No movimento imenso da rua eu lhe perdi 1Visitar o centro do rio me encanta porque é uma ponte do que foi para o que é. Passear por lá e ver as referências das músicas e dos livros mexe comigo. É como se fosse a materialização de um "então existiu mesmo!! Caraaaalho..."
A antiga Rua Direita, da canção dos Originais do Samba, hoje se chama Rua Primeiro de Março.
Puxando o fio, chegamos em Machado de Assis, que faz referências à Rua do Ouvidor em muitas obras. Essa rua era uma principal via comercial e cultural do Rio de Janeiro, concentrando lojas, livrarias e as redações dos jornais da época.
A antiga Rua de Matacavalos, onde a família de Bentinho morava, também está lá ainda, só que hoje se chama Rua Riachuelo e termina/começa ali nos arcos da lapa.
Não consegui tirar tantas fotos boas, mas vou deixar algumas aqui:





Música dos Originais do Samba↩
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Museu do amanhã

Código génetico na exposição "Do Cosmos a Nós" O museu do amanhã, no meu melhor resumo, é um museu pra tu ir e sair chapadão de contemplação.
Tem uma narrativa desde o início do universo, passando por conceitos de física e química, chegando em biologia, falando de DNA, evolução e ecossistema.
Há também uma parte de fotos de diversos aspectos da vida, cultura e natureza. Nessa parte eu gastei a maior parte do tempo vendo fotos de temas agrupadas por: vida, humanidades, agricultura, festividades, competição, natureza, excessos, criatividade, antepassados, lares, cidades, emoções, movimentos, sensações, cores, poder, família, liberdade, sensibilidades, compromisso, comunidades, identidade, tradição (...) e muito mais.

Exposição de fotos das multiplas facetas da humanidade É um lugar que você vai pra pensar: carai um sou um merda mermao, mas também pra ficar maravilhado na grandiosidade das coisas, na nossa insignificância, na nossa pequenez, no quão raro e lindo é poder presenciar um breve momento nessa vastidão.
O museu termina com sustentabilidade. Mas é aquele papo água com açúcar "é, tem que ver isso aí né". Mas essa discussão sem por o dedo na ferida do Capital é incompleta, é enxugar gelo pra mim. Mas talvez eu seja chato mesmo kkkk eu não consigo evitar. Talvez é esperar demais de um museu.
Saí de lá pensando na parábola budista do tigre e o morango. Diante das inevitabilidades da vida, me resta comer uma doce frutinha apreciando a vista. Não seria suficiente?

Lateral direta do museu 
Vista da Baía de Guanabara do lado direito do museu -
Voyage
Esse post é uma breve homenagem ao voyaginho mais chave que já desfilou por esse Brasil.
Companheiro de muitos anos, pronto pra tudo, até pra mudar de cidade. Nunca vou me esquecer da cena: cabia tudo que eu levava no porta mala e no banco traseiro. As luzes da cidade se aproximavam e eu sentia o cheiro dos novos ares.
Até pensam que carro velho dá muito gasto, mas esse voyage é guerreiro. Nunca me deixou na mão. Se estragava algo, ia lá no mecânico pra ver, era sei lá, 80 reais pra trocar um cebolão e o carro tava novo.
A direção era dura, fazer uma baliza era um treino de braço. A embreagem também te fazia merecer cada marcha trocada, mas o barulho era muito especial.
Hoje o voyage já não está mais comigo, mas sei que está em boas mãos. Acho que estou fazendo esse post porque deu um pouco de saudade, mas também pra preservar essa memória aqui nesse meu cantinho da internet. Um brinde ao voyage!

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Chorinho
Meu coração, não sei por quê
Bate feliz quando te vê
E os meus olhos ficam sorrindo
E pelas ruas vão te seguindo
Mas mesmo assim foges de mim 1Fui assistir a uma apresentação de um projeto de música (chorinho) e tirei umas fotos lá. Tinha violão, cavaquinhos, pandeiros, flautas e tamborins.
O lugar era um palacete da década de 20, onde apresentaram num salão retangular, com chão de tacos e várias portas laterais. Algumas estavam abertas e outras fechadas, mas dava pra espiar pelos vidros das portas. O lugar estava muito bonito e trazia uma atmosfera interessante, meio clássica, como se fosse um teatro antigo (era quase, vai).








Depois da apresentação do violão intermediário/avançado, foi todo mundo pro palco e aí o espaço ficou complicado. Estava bastante cheio e não tinha ângulo pra enquadrar todo mundo bem com a minha lente 50mm. Desenrolei uma chave da parte superior pra ter uma visão melhor. O porteiro estranhou, mas cedeu. Era um cantinho bem escondido e escuro:

Eu tento segurar a autocobrança quando tenho essas limitações de ângulos e luz pra lidar e lembro do que eu mesmo escrevi aqui sobre tentar maximizar a atmosfera e não me perder tentando resolver todas as tecnicalidades. O resultado foi uma foto esforçadinha pra conseguir enquadrar todo mundo e gerar um registro especial pras pessoas que estavam apresentando:

Nota pro futuro-eu: eu queria escrever mais sobre o processo criativo dessas fotos em preto e branco, mas essa semana tá bagunçada, e eu aposto sempre no "feito é melhor que perfeito" aqui no blog. Lembrar de fazer outros 2 posts falando de fotografia pra falar de:
- Composição com "framing"
- Foto em preto e branco não é só tirar a cor
Futuro-eu, favor lembrar de voltar aqui e atualizar os dois links acima também. Grato.
Música Carinhoso, o hino do chorinho com composição do mestre Pixinguinha e letra de João de Barro.↩
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Coisa boa é pra sempre
Me dê a mão, me abraça
Viaja comigo pro céu
Sou gavião, levanto a taça
Com muito orgulho, pra delírio da fiel1O time do povo seguia na competição da Copa Do Brasil de 2025, depois de alguns anos difíceis.
Um brinde ao jubileu de prata
Convido a massa pra comemorar
Explode um grito na galera
Tem gol de fera, para delirarEnfrentamos nosso rival nas oitavas. Os deuses do futebol têm uma forma peculiar de punir a soberba, e o time de verde foi derrotado em ambos os jogos de ida e de volta.
Hoje sou criança
Reino encantado de brinquedo e fantasia
Na minha lembrança
Sonhei dourado e brinquei de poesiaNa semifinal enfrentamos o Cruzeiro, bastante endinheirado e com sede de títulos. Novamente os deuses do futebol agem contra a soberba, e o holandês voador marca um gol no jogo de ida, um gol que calaria os 60 mil torcedores celestes presentes pelo restante do jogo.
No jogo de volta, em casa, por um momento estávamos eliminados. Estava assistindo na sede com o bando de loucos. Empatamos. Fomos para os pênaltis. Cássio contra Hugo Souza. Passado versus futuro. Perdemos o primeiro. Meu corpo já não parecia ser mais meu. Eu assistia à cobrança dos pênaltis como se estivesse me vendo do lado de fora. Reagia com a torcida. Parecia que éramos um.
Quinto pênalti do Cruzeiro, que seria a decisão. Hugo Souza pega. Meu corpo ainda não parece me responder. Estou tomado pelo coletivo.
Breno Bidon, de 20 anos, marca o sexto pênalti. Fim de jogo. Estamos na final.
Fadas e rainhas, mil heróis na minha história
O que é bom dura pra sempre
Fica guardado na memória
Pierrô, arlequim, colombina
Todo mundo quer sambar
Se enroscar na serpentinaNosso oponente é o Vasco da Gama. No jogo de ida, em casa, tivemos um empate. Partimos pro Maracanã, o grande palco do futebol, para a decisão.
Estou de novo na sede com o bando de loucos. A vela pro santo guerreiro está acesa. Meus primos vieram pra torcermos juntos.
Começa o jogo. Estamos em pé e apertados no salão da sede assistindo no telão. Estou ansioso. Meu estômago dói. Já cantamos o poropopó2 abraçados. Aqui somos um.
18 minutos do primeiro tempo. Gol. Lançamento do Matheuzinho pro Yuri Alberto. Cervejas voam, nos abraçamos, gritamos.
Aos 41 do segundo tempo. Vasco empata com muito mérito. Bela jogada e um gol de cabeça, sem chance pra defesa do time do povo.
Intervalo. Nos recompomos. Segue tudo igual, precisamos abrir o placar novamente.
Volta o jogo. Bateria toca, cantamos abraçados o poropopó. Cantamos o hino. Cantamos pro timão ganhar. Cantamos "Não é brincadeira, vou vestir meu manto, manto alvinegro, tem que ter respeito, amor à camisa, vou com o Corinthians, em qualquer lugar, qualquer lugar, qualquer lugar"3
Bredo Bidon novamente. 63 minutos de jogo, daria um drible4 que entraria pra história do Corinthians. Contra-ataque. Yuri Alberto para Memphis Depay. Gol.
Volta a sensação. Não controlo meu corpo. Faço parte da massa. Reagimos juntos, cantamos juntos, nos abraçamos. Vamos cantar pro timão ganhar. Minutos finais de pressão. Reagimos a cada bola tirada pela zaga como se fosse mais um gol.
Apito final. Festa.
Olha pra mim abre o teu sorriso
É carnaval sou rei do riso
Vou gargalhar, quero alegria
Lavar a alma com o som da bateriaO povo é feliz de novo. Vai Corinthians!!!



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O Mister M da fotografia: composição

Entreguei minha idade agora com essa referência, mas tudo vale tudo pela piadinha.
Lembram do Mister-M que explicava as mágicas na TV? Então, vamos fazer algo parecido. Eu já comentei que gosto muito de aprender em público, não acho que precise de qualquer preciosismo pra compartilhar as coisas legais que aprendo.
Eu, enquanto amador, fico muito encantado com o que aprendo e coloco em prática. Reflito que vale a pena fazer esses posts, pois:
- Pra mim é super divertido explicar como eu faço as coisas. Não me agrada o mistério nisso.
- Os profissionais talvez já não têm mais paciência ou encanto pra compartilhar as miudezas do processo, então apesar dos mais experientes já saberem de tudo isso, é informação que talvez sirva pra algumas pessoas
- Pra não-fotógrafos e curiosos: acho que pode ser interessante conhecer parte do processo. Eu mesmo gosto de saber tudo sobre como as coisas são feitas, sobre processos criativos, etc. Pra quem se identificar, toda essa explicação pode ser legal pra compreender o trabalho de outras pessoas.
Hoje quero falar do conceito de composição e algumas técnicas usadas pra compor melhor a imagem, e qual a diferença que isso faz.
Imagine comigo: você está numa praia, está sentindo a areia nos seus pés, o vento gostosinho do mar, o som das ondas, dos passarinhos, o cheiro do mar e também é possível enxergar a vegetação e as montanhas ao redor. Talvez você chega pra molhar os pés na água, sente o geladinho tocando seus pés.
Aí dessa posição você saca o celular e lança uma fotinha. Vc vê o resultado e pensa: Mehhh, basicamente um retângulo embaixo e outro em cima.

Vc sente que a foto não transmite toda a experiência que vc tá sentindo. Isso faz total sentido, porque a linguagem fotográfica é muito diferente da visão humana. Enquanto enxergamos um campo muito aberto e temos outros sentidos (olfato, sons, texturas) sustentando a cena, na fotografia temos apenas a visão.
Pra piorar, a noção de perspectiva também é muito diferente. Temos dois olhos, e quando nosso cérebro combina a imagem, teremos uma diferença de perspectiva criada pela mínima distância dos olhos. Por isso que a fotografia às vezes fica meio "flat", meio sem sal, sem profundidade. Logo, a composição da fotografia precisa trabalhar esses aspectos e lidar com as limitações do sensor da câmera, afinal, o sensor é um só em comparação a dois olhos.
São dois conceitos que quero trazer hoje:
- Linhas-guia: Essa é uma forma de você direcionar o olhar dentro da fotografia. Ache alguma coisa que cria uma linha de um ponto a outro, geralmente terminando no "sujeito principal" ou em coisas secundárias de interesse na foto.
- Camadas: Lembra da parte de perspectiva? Camadas ajudam a criar um primeiro plano mais próximo, o que lembra melhor como a nossa visão se sente. Em vez de você tirar do plano as coisas que estão perto pra ficar uma imagem mais "limpa", faça o contrário! Coloque algumas coisas na frente pra introduzir a pessoa que está vendo a fotografia na cena.
Nessa foto que eu trouxe hoje, temos esses conceitos:

E ficou assim:

Essa foto resgata a minha sensação de estar descansando nas pedras depois de passar um tempo na praia. Dá pra ver um pouco da vegetação ao lado, a textura das pedras está lindíssima, olhando parece que eu até escuto o som! Doideira.
É isso por hoje! Agora, tente reparar nas fotografias que você vê por aí e identificar quais são os conceitos de composição que aparecem. Nos outros posts da tag de #fotografia ou na parte de fotos você pode ver que uso esses conceitinhos em tudo. Mas tem mais alguns outros que eu quero fazer um post similar. AAAAhh se eu pudesse, ficava o dia inteiro falando sobre fotografia, arte, filmes, livros, fazendo uns posts bestas por aqui. Mas o trabalho me aguarda. Até breve!
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rolezinho no mangue
Tá frio e pra piorar acabei de tomar chuva buscando um pacote de arroz no mercado pra fazer o almocinho. Pra remediar a situação, meu conforto agora vai vir de 1) comer um arroz quentinho feito na hora, uma das 7 maravilhas do mundo e 2) relembrar as fotos de dias quentes que estou enrolando pra postar e não quero deixar morrer na galeria.
Vi o mangue pela primeira vez nessa viagem de uns meses atrás, inclusive a mesma dos passarinhos pretinhos bicudinhos.
Achei uma passarela no google maps que daria pra ver uns passarinhos. Chegando lá, descobri que a passarela era pra atravessar o mangue (!!!!). Uma boa surpresa.
Logo na entrada já estava lá a passarela, muito bonita sob o sol das ~16h. Embaixo da passarela dava pra ver vários e vários carangueijinhos, bem vermelhos, que chamavam muito a atenção.




Após a passarela, chegava a uma trilha de areia no meio das árvores com aquelas raízes altas, típicas de mangue. No meio de tanto verde surgiam algumas poucas flores que banhavam o lugar de cor.



Mais pra frente eu fotografei a saída da trilha. Passou um cara com seu cachorro, consegui pegar uma foto deles dois enquadrados numa placa de madeira.
Acho incrível quem consegue sair com o cachorro assim sem coleira. As minhas duas terroristinhas, se ficassem sem coleira, bastariam 2 minutos de descuido pra estarem atravessando o oceano Atlântico, o que me geraria o grande contratempo de buscá-las na costa da África quando elas terminassem o nado relaxante delas.







A praia estava vazia. Chegou um casal passeando com seus cachorros que eu chamei de "os patrulheiros rebaixadinhos". O de coleira verde limão era o mais marrento. Pode ver a pose dele na frente do grupo. Dá pra ver quem é que manda.


Por fim, nadei.




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Sobre a fragmentação da atenção, estilo de escrita, aprender em público, etc etc
e aí, dboas?
Andei pensando muito sobre a fragmentação da atenção que vivemos hoje. Me surpreendi ao saber do fenômeno "second screen TV", onde as séries, filmes e programas de TV estão sendo feitos considerando que o telespectador vai estar mexendo no celular o tempo todo, logo, os programas/filmes/séries precisam se adaptar e confiar "menos" que o telespectador vai entender os plots como deveria, e aí precisam priorizar explicações redundantes para que quem está assistindo entenda.
A outra coisa foi saber que tem contas que pegam filmes e, entre muitas aspas, "recortam só o importante" e deixam o filme com 10 minutos pro pessoal assistir em vários vídeos no tiko teko. Vamos perder nossa capacidade de ver um filme de 2h? De poder esperar a conclusão de um plot que demora, mas vale a pena? Talvez as novelas de fruta de IA batam nisso mesmo, um roteiro de traições super condensado direto ao ponto pra prender a atenção.
A terceira coisa foi ver que essa tal de Kings League (uma invenção grotesca, um futsal de playboy de condomínio) é uma tentativa de remediar o fato de que as pessoas não têm mais paciência pra ver os 90 minutos de uma partida de futebol sem se entediar. Tanto é que na final da Copa do Mundo terá show no intervalo, nos moldes de que o futebol já não basta por si só como entretenimento. (futebol moderno)
Essa fragmentação da atenção me preocupa e estou traçando minhas estratégias pra não perder a minha própria capacidade de atenção. Quero seguir conseguindo ver vários filmes, ler livros, ouvir álbuns inteiros de música, até sentir um tédio saudável de vez em quando.
E é aí que chega o blog nessa história toda. Escrever aqui faz parte do meu exercício de atenção, pra manter minha habilidade de formular ideias, de me expressar, de perceber a realidade. Aqui no blog pretendo variar mais os estilos dos textos pra treinar todas essas habilidades. Gosto muito do conceito de aprender em público. Não vejo problema em as pessoas verem meus trabalhos imperfeitos. Se eu for esperar a perfeição, adeus blog, nunca mais postaria nada. re: Bad blog posts
Tudo isso tem sido muito divertido. Já disse por aqui que eu acho incrível a capacidade da escrita de ditar o ritmo e as emoções. De modo intersubjetivo, escrever aqui permite que eu me expresse e que eu me conheça ao mesmo tempo.
Algumas atualizações
Começou a segunda semana da VNL. Agorinha temos vôlei feminino com Alemanha X Brasil.
Tô ficando meio doido já de assistir 4 jogos da copa do mundo por dia, mas sigo firme e forte.
Passe lá na homepage pra ver o tema de copa do mundo e o calendário de jogos do dia que eu fiz com muito amor e gambiarra. Tem dias que já acordo pensando qual traquinagem eu vou aprontar no blog kkkkk
Pra fechar umas fotinhas recentes:
- Livro novo
- AMO esse tipo de luz e sombra
- Di Melo
- Feirinha de livros e vinil
- Feira de brechós que me estressou pq camisas de futebol nem tão retrô assim estavam +80 reais?!???
- Limão
- Lima da Pérsia
- Lua e Vênus desses dias








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[re: ruadafeira] sobre o post "Shutter Therapy"

Vi um post muito legal no vizinho ruadafeira chamado "Shutter Therapy"
Esse post me representou bastante e quero falar um pouco da minha experiência. Estou com a minha câmera desde nov/2025 (~7 meses agora), e sinto que muitas coisas mudaram pra mim nesse tempo.
Em primeiro lugar, vejo que todo o meu tempo hoje em dia está preenchido com coisas que eu gosto muito de fazer. Na fotografia, para além do tempo fotografando, estou estudando sobre exposição, composição, ângulos, etc. Se não estou estudando eu estou editando as fotos ou aprendendo melhor sobre edição. Lidar com as cores é difícil, tanto é que tem uma profissão só pra isso no cinema (Colorista/color grading)
Minha percepção espacial também mudou muito. Eu, como bom pisciano nato, fico muitas vezes alheio ao ambiente, sem prestar muita atenção. Hoje, parece que eu estou sempre avaliando os ambientes, as luzes e as sombras, onde daria fotos legais e coisas interessantes que capturam minha atenção. Como diria Maria Dinat: Vive encantado quem vê a beleza no ordinário.
Com o olhar atento, parece que minha memória também funciona diferente hoje. Eu lembro melhor das coisas. Parece que os dias que eu estava tirando fotos (paisagens, pessoas, eventos) eu consigo lembrar detalhes, sensações e emoções com mais clareza. Um exemplo: ano passado eu tirei foto de uma orquídea na casa do meu irmão. Passou um ano e ele me mostrou que a orquídea parecia que tinha morrido, mas do nada floresceu de novo. O curioso foi: eu lembrava exatamente dessa orquídea, pois eu havia tirado uma foto dela. Eu não acho que lembraria tão bem se não tivesse tido o olhar e a atenção pra fazer a foto um ano atrás.
Eu sempre tive a minha forma de ver a beleza. Das pessoas, lugares, paisagens. E hoje tenho uma forma de mostrar pras pessoas como eu vejo o mundo, como elas são da forma que eu as vejo através da fotografia. De certa forma, isso muda um pouco minha relação com as pessoas, pois eu tenho agora uma forma mais instrospectiva e autêntica de demonstrar carinho e admiração por elas.
Pra finalizar, fotografia é muito simples. Basta luz, sombra, geometria, perspectiva, cores, texturas e ângulos. Sabe onde tem tudo isso? Absolutamente em TODO LUGAR. Por isso que é tão divertido. A menor variação de luz ou horário do dia já transforma a mesma cena em algo novo. E eu acho isso muito especial.
Obrigado por ler até aqui, confira também alguns posts relacionados na tag #fotografia
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A Copa do Mundo nos EUA será o ápice do futebol moderno

e aí, de boa?
O nosso querido futebol, palco de grandes emoções e contradições, chega a uma nova fase do "futebol moderno" com essa Copa do Mundo.
E eu não digo "futebol moderno" enquanto "o melhor futebol", o "mais desenvolvido", o "mais interessante", etc. Pelo contrário.
Futebol moderno vem dessa denominação acompanhada do capitalismo tardio onde todas as contradições são exacerbadas, sem o menor esforço para contê-las ou disfarçá-las.
O futebol sempre teve uma base popular de apoio. Nessa Copa do Mundo vamos ver a lógica de mercado dominar TODOS os aspectos da competição e basicamente afastar o apoio popular e extrair o máximo de lucro de todas as esferas. Pra citar alguns:
- Preço dinâmico na Copa leva ingresso da final a R$ 169 mil e gera críticas à Fifa
- Copa do Mundo: por que torcedores pagarão US$ 150 em passagem de trem que custa só US$ 12,90?
- Copa do Mundo 2026: Fifa cobra até R$ 1,5 mil por estacionamento
O futebol é de quem?
2026 é o ano em que a paixão popular será vendida como produto premium. Mas eu quero acreditar que o futebol ainda é nosso, acontecendo nas arquibancadas, nos jogos de várzea, nas torcidas organizadas.

Talvez o Brasil já tenha perdido o que tornou seu futebol grande em primeiro lugar. Antes dos anos 2000, grande parte das crianças do Brasil jogava futebol. De toda essa massa, surgiriam algumas estrelas simplesmente pelo percentual estatístico de surgir X a cada tantos milhões que jogam.
Eu teria mais coisas pra mais coisas pra falar, tipo margaret thatcher e o futebol na inglaterra, corrosão do futebol pelas bets, formação de novos jogadores com principal objetivo de venda. Mas aqui no blog eu faço o possível pelo "feito é melhor que perfeito", então vamos parar por aqui e falar dos outros assuntos outro dia.
Não estou boicotando, esse post é muito mais uma exploração das contradições essa história toda. Eu gosto, vou assistir (embora 100% desacreditado) e vou usar os jogos como forma de conexão com o popular, união de família e amigos. Acho que é o melhor que se pode extrair disso tudo.
Talvez o futebol ainda seja uma das poucas ferramentas de união ao redor das paixões. Talvez seja isso. Mas esse é só um blog esquisito que eu escrevo as coisas, não leve nada tão a sério ;)
E se alguém me ver assistindo Jordânia e Argélia numa terça feira meia noite, me deixe quieto kkkkkk eu também sou uma contradição ambulante.
EDIT DOIS DIAS DEPOIS: Fui comprar um kit kkkkk

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Imprimi umas fotos de paisagem tipo cartão postal

e ai, de boa?
Gosto muito de mídias físicas e estou na luta pra achar uma gráfica que imprima na qualidade que eu tô esperando. Testei algumas impressões e algumas ficaram TENEBROSAS, então estou indo com calma e testando aos poucos.
Já levei um tanto de fotos pra dar pra família, aí eu coloco um imãzinho colado na foto pra poder colar na geladeira.
Foi muito legal ver a reação das crianças com fotos impressas. Não que elas nunca tivessem visto, mas "revelar fotos" não é tão comum mais. Nesse dia eu levei as fotos e pedi ajuda pras crianças ajudarem a colar os ímãs, depois deixei as crianças irem pregar na geladeira.
Ficaram tudo maluco, queriam levar as foto tudo embora pra casa, um caos controlado do bem kkkkkk
Essa semana vou a um evento para reencontrar algumas amizades e aí vou levar algumas dessas fotos de paisagem que fiz, tipo cartão postal (?).
Na gráfica achei um tal de "papel fotográfico especial" que me agradou bastante.
O problema é que é uma folha A4 com 9 fotinhas, e eu tive que recortar eu mesmo kkkkkk nada que uma horinha de trabalho manual curtindo uma música não resolva.

É isso por hoje. Ficou assim:



Se quiser pegar alguma dessas fotos em formato digital, é só baixar do meu unsplash
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Fotos desses dias
Sois mais que primaveras
Papoulas, flores belas
Efeito alucinógeno incomum, hum
Você invade as minhas artérias (não)
Torna as feridas belas
Me apresentando a visão do seu mundo
-Papoulas, Yago Oproprio









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Fotografia de talento: Passinho
Eu ainda não tenho um gênero de fotografia preferido. O que me chamar pra fazer, eu tô dentro.
Porém digo que fotografar o talento é muito especial pra mim. De fora, vemos o espetáculo, mas pro artista aquilo é o resultado de muitos anos de dedicação.
Parte do meu papel é tentar representar todo esse esforço da melhor forma possível, e olha, é uma responsa hein? Buscar entender como funciona aquela apresentação artística, antecipar os passos pra me posicionar melhor, usar as lentes e configurações certas, tudo isso influencia o resultado.
Lá no Aprendendo fotografia no Carnaval eu falei bastante sobre esse processo de aprendizado.
Nessa apresentação do passinho, porém, eu já estava um pouco mais sabido, e o melhor de tudo: tinha uma luz linda, e suficiente pra eu ter liberdade criativa total.
Vamos lá:









Os perfis no insta, pra quem quiser acompanhar:
- @passinciadedanca
- @clarinciadedanca
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Passarinhos pretinhos bicudinhos
Porém naquela altura a gente gostava mais das palavras desbocadas.
Tipo assim: Eu queria pegar na bunda do vento.
O pai disse que o vento não tem bunda.
Pelo que ficamos frustrados.
Mas o pai apoiava a nossa maneira de desver o mundo que era nossa maneira de sair do enfado.
A gente não gostava de explicar as imagens porque explicar afasta as falas da imaginação.
A gente gostava dos sentidos desarticulados como a conversa dos passarinhos no chão a comer pedaços de mosca.
Certas visões não significavam nada mas eram passeios verbais.
- Manoel de Barros, em O menino do Mato.E aí, de boa?
Hoje eu quero compartilhar umas fotos que fiz desses passarinhos, que até então eu tinha batizado de passarinhos pretinhos bicudinhos, até descobrir que o nome é Tapicuru. Também é comum chamá-lo de maçarico-preto.
Era o último dia dessa viagem e eu tinha levado a câmera pra curtir o pôr do sol e se pá fazer umas fotos.
Aí eles apareceram pra fazer uma visita. Ficaram um tempo bebendo uma águinha doce, trocando uma ideia suave na beira da praia. Depois eles posaram um pouco pras fotos e depois partiram pra fazer as coisinhas de passarinhos deles.
A lente que eu estava era a RF 75-300mm f/4-5.6, então deu pra pegar um zoom legal e fotgrafar de longe. Segue as 📸:










As últimas fotos são os mesmos passarinhos indo embora. Se quiser pegar alguma de papel de parede, você pode baixar em alta resolução no unsplash 🤝
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Franca basquete 🏀👞 pelas lentes do samsungão da massa
E aí, de boa?
Fui assistir às quartas de final do NBB, jogando Franca e Mogi.
Não levei minha camera, mas usei o samsung no modo "pro/manual" pra fazer umas fotos bem legais.
Lá no Aprendendo fotografia no Carnaval eu expliquei que é preciso tomar algumas decisões pra lidar com as limitações de luz, ambiente, ângulos, etc.
Aqui eu precisei fazer a mesma coisa, só que dessa vez com o celular, que é bem menos flexível. Vamos explorar.
Limitações pra fotografia
- Estava muito longe na arquibancada
- Sem camera, apenas o celular
- Luz até que estava OK, mas pelo celular não ia conseguir congelar tão bem o movimento.
E aí apostei no conceito criativo de motion blur, que é quando pegamos algumas partes da imagem com um borrão de movimento.
Motion blur & captura da emoção
Estamos muito acostumados com fotos esportivas em super resolução, baita zoom, movimento congelado impecável.
Isso é legal, e eu gosto bastante.
Mas uma outra vertente é tentar capturar como vc se sente vendo uma partida de basquete.
O sentimento é que as vezes você mal vê as coisas acontecendo de tão rápido.
Logo o motion blur consegue transmitir essa sensação de um jogo pegado, difícil, rápido.
Atmosfera > rigor técnico
Quando a gente estuda fotografia, pode ser que a gente entre numa neurose sobre a perfeição dos cliques perfeitos, configurações impecáveis, nitidez extrema.
Então pude fazer o exercício de sair desse espiral de maximizar o rigor técnico, e foquei em maximizar a atmosfera, e as emoções que sentimos ao ver um jogo assim.
Aqui os humildes resultados:
As fotos
Essa primeira ficou muito legal pq pegou os caras do Franca indo pra quadra de ataque, além de mostrar o nome da cidade.
E a segunda da pra ver que o Franca fez o ponto com muuuita margem de velocidade, olha a distancia do marcador, olha aí:





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Aprendendo fotografia no Carnaval

E aí, de boa?
Hoje vou contar um pouco dos bastidores das fotos do desfile de Carnaval esse ano.
Primeiramente, saudade do carnaval já.
Em segundo lugar, eu estou com a câmera desde dezembro/2025 só, então estou aprendendo e teve muito aprendizado legal pra extrair lá no carnaval.
No meu caso, eu precisei tomar algumas decisões sobre o processo criativo pra compensar que meu equipamento é de entrada (Canon com sensor aps-c). Pra entender, as fotos que a gente vê na mídia geralmente saem de equipamentos no mínimo 3x mais caros, então isso tudo influencia no resultado final.
Mas vamos lá entender o que deu pra fazer! As minhas principais dificuldades e soluções foram as seguintes:
1 - ângulo
Eu estando na arquibancada do sambódromo, se eu virasse pra esquerda ou pra direita pra tentar pegar "a avenida toda", eu iria ter as caixas de som na frente.
Assim não ia ter muitas formas de eu tirar fotos que enquadrassem muitas pessoas.
Então, a decisão criativa que me restou foi: Bora fazer plano detalhe.

Esse tipo de plano vai focar em trazer detalhes mais intimistas como expressões, detalhes das roupas, pessoas individuais, valorização do figurino.
Assim eu compenso o fato de não poder capturar o grupo fielmente, mas compenso com fotos que provavelmente os outros fotógrafos não iriam priorizar (já que os fotógrafos oficiais ficam lá na avenida do sambódromo mesmo)

2 - Baixa luz e captura de movimento
Na fotografia funciona assim: Você precisa ter luz suficiente pra ter controle criativo.
Pra capturar pessoas em movimento (dançando, esportes), nós usamos um obturador rápido, ou seja, a gente captura uma fração muito pequena de um segundo, como 1/500, 1/800 (divide um segundo por 500 ou 800 e pega 1 parte)
Mas pra fazer isso precisa de luz suficiente. E se não tiver luz faz o quê?
Uma opção de último recurso é aumentar o ISO pra conseguir tirar as fotos. Só que tem um problema: vai ter muito ruído na foto.
Esse ruído pode ser removido na edição depois, mas dá trabalho e demora bastante.
Por fim, eu consegui fazer um meio termo:
- Movimento levemente borrado, dá pra ver por exemplo as bandeiras se mexendo
- ISO alto, o que gerou um pouco de ruído
Foto com a bandeira levemente borrada por conta do movimento
3 - Equipamento Lentes
Eu levei duas lentes:
- RF 50mm f/1.8 STM - Lente fixa, daria pra pegar planos mais abertos, mas não tinha ângulos bons pra isso. Usei pouco essa.
- RF 75-300mm f/4-5.6 - Lente zoom, porém tem uma abertura não tão grande (pega menos luz). Usei essa primariamente.
Com a lente zoom, eu conseguia variar e pegar planos de detalhe, e alguns planos de corpo inteiro.
Foto em que um leque entrou na frente e deu o charme na foto
Laura e a comissão de frenteOutras curiosidades
Qual a diferença pra um equipamento mais caro?
O que muda na prática? Bom, duas coisas:
- A câmera com sensor full-frame tem melhores capacidades de lidar com baixa luz sem aumentar muito o ruído.
- As lentes top de linha vão ter uma abertura maior.
Pra você ter uma ideia, a minha lente zoom teria uma abertura máxima de f/5.6. Se a gente pegar uma lente muito usada profissionalmente, a Canon 24-70mm f/2.8L, essa lente oferece 4x mais luz.

Essa diferença na capacidade de captar a luz vai influenciar nas decisões criativas que você pode tomar. Por exemplo, no meu caso fiquei limitado com a captura de movimento e só pude fazer movimento levemente borrado. Se pudesse captar mais luz, eu poderia escolher o efeito criativo e deixar levemente borrado, ou congelar o movimento completamente.
Conclusão
Fiquei muito feliz em fazer essas fotos, e consegui entender muita coisa sobre o processo.
É aquilo né, teoria é uma coisa, mas só na prática vamos entender como lidar com situações adversas, condições ruim de iluminação, movimentos, ângulos, etc.
Vendi muitas dessas fotos pela plataforma Banlek. Percebi que as pessoas que mais compraram foram as "não protagonistas", que geralmente teriam menos visibilidade pelos fotógrafos oficiais do evento. Achei isso interessante.

Eu não sei se tenho ainda um gênero ou estilo de fotografia preferido.
Mas eu gostei muito de registrar o desfile de carnaval, porque eu sei que todo mundo ali passou o ano todo se preparando. Porta-bandeiras, mestres-sala, passistas, comissões, costureiras, músicos, bateria.

Foi importante pra mim conseguir registrar o esforço de um ano todo explodindo em uma noite.
E isso faz tudo valer a pena. Seguimos!






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Precisa mesmo editar fotos?

E ai, de boa?
Algum fotografo/a já disse pra vc que não dava pra enviar as fotos ainda pq estava editando? E vc ja quis dizer "a foto já tá boa, manda assim mesmo pora kkkk"?
Esse é o nosso tema de hoje. Era exatamente a minha dúvida também antes de começar a mexer com fotografia, então bora entender qual é essa brisa.
1 - Existem limitações no sensor da câmera
A resposta mais curta e direta é que: O sensor da camera tem limitações e comete alguns equívocos.
Logo, a edição serve pra corrigir esses equívocos eletrônicos e trazer a imagem o mais próximo da cena que você viu com seus próprios olhos.
Ao tentar converter uma cena do mundo real composta de fótons e ondas eletromagneticas representando as cores, existem coisas que a câmera erra.
Pode ser que a iluminação ficou excessiva/faltante, ou que as cores não ficaram reais conforme o que você viu na hora.
Por isso, a edição deve corrigir esses equívocos de cores, iluminação e contrastes e deixar a cena mais natural.
2 - Recuperar detalhes
Quando você fotografa em modo "raw", a camera gera um arquivo especial com informações cruas do sensor. Não é um JPG ainda, saca?
Dentro desse arquivo raw, existe muuuuuuuita informação que pode ser recuperada, sem perca de qualidade.
Por exemplo:
- Sombras: é possível clarear áreas escuras da imagem, sem clarear todo o resto
- Realces: sabe aquela parte meio estourada por conta das luzes, as vezes até no rosto fica tudo meio brancão de reflexo? Dá pra diminuir e ficar uma cor mais uniforme
Se liga só como dá pra recuperar as partes mais escuras da foto:


3 - Estilo artístico e controle criativo
Depois de fazer as correções pra deixar a cena real, podemos também refinar e deixar com o nosso estilo pessoal.
Aqui é que a coisa fica bonita, pois cada fotógrafo/a tem seu estilo pessoal único. Uns vão gostar de cores mais saturadas, outros de fotos preto e branco, outros de cores mais sutis. Tudo isso vai compor a identidade artística da pessoa.
E aqui também é onde você pode mexer no sentimento da foto que você quer passar. Tirou uma foto num por do sol, ficou uma parada meio nostálgica? Dá pra você controlar esse sentimento passando as cores na edição
Ou, quer passar uma imagem mais séria, fria? Dá também. Controlando as cores/contrastes você também controla a intenção e sentimento da foto.
Não existe foto sem edição
Aqui talvez você pense: Eu gosto de foto sem edição porque assim é a imagem pura.
E aí eu preciso falar que: não existe foto sem edição.
Se você não edita a foto por conta própria, você está deixando a decisão pro fabricante. Já reparou que fotos de Iphone e samsung são diferentes?
São diferentes justamente porque o fabricante aplica a sua interpretação pra as cores, contrastes e intenção daquela cena.
Mas quem disse que os fabricantes estão mais corretos quanto ao que eu tô vendo na hora? Lógico que não kkkk
Fora que nos smartphones modernos, são múltiplas câmeras que registram várias imagens da mesma cena, depois tudo é combinado digitalmente.
Então não, definitivamente não existe uma foto "pura" sem uma edição/interpretação, nem que seja do fabricante.
O filme analógico também tem uma interpretação de cores, só que a diferença é que se escolhia o padrão de cores antes de fotografar.
Conclusão
Post curto só pra tocar nesse tema que já queria falar faz um tempinho, onde dá pra explorar umas tecnicalidades do processo que acho que não é tão fácil de entender no começo.
Abraço!